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Uso correto da madeira na produção de tabaco

10.09.2018

            

O plantio de espécies florestais, em especial o eucalipto, é a alternativa segura para os produtores de tabaco, pois assim é garantido o abastecimento das estufas sem que precisem abrir mão de parte do seu orçamento na compra de lenha de terceiros.

 A floresta do fumicultor, se bem manejada, pode fornecer toda a madeira para as construções rurais, bem como a lenha que ele precisa para a cura do tabaco, além da manutenção de cercas e reformas de benfeitorias, e ainda para complementar sua renda com a venda da lenha para serrarias.

            A fumicultura no Brasil, em especial a Souza Cruz, vem investindo há mais de 40 anos no incentivo do plantio de espécies de rápido crescimento, especialmente do eucalipto. Esse esforço trouxe como resultado o consumo total de lenha legal na cura do tabaco, isto é, lenha obtida quase que exclusivamente de florestas reflorestadas.

            Para continuar crescendo, é preciso realizar o que tecnicamente se chama de reforma da floresta, ou seja, após sucessivos cortes (recomenda-se no máximo 3 cortes) o número de tocos que brotam diminui significativamente e o resultado disso é a baixa produção de lenha por hectare. Portanto, os produtores não devem pensar que as suas florestas continuarão existindo após sucessivos cortes. Basta contabilizar quantos tocos brotaram para verificar que o número de plantas por hectare é menor.

            Assim, em especial às pequenas propriedades rurais, recomenda-se que, após o terceiro corte da mata de eucalipto, o produtor deve suprimir as brotações dos tocos que sobraram e na  mesma área efetuar um novo reflorestamento. A alternativa é procurar assistência técnica a fim de obter orientação de quais são as melhores espécies florestais para geração de energia, considerando a especificidade de cada região, o espaçamento, entre outros.

 

Em caso de dúvidas, consulte seu Orientador Agrícola.