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Produção Segura

08.01.2018
Produzir tabaco de qualidade requer alguns cuidados especiais, entre eles o uso de defensivos agrícolas para o controle de pragas e doenças. As indústrias produtoras desses defensivos, através de seu departamento de pesquisa, buscam cada vez mais desenvolver produtos seguros ao produtor rural, ao meio ambiente e que tenham maior eficiência no controle de pragas e doenças para as culturas agrícolas, inclusive o tabaco. O Brasil é um dos países que possui legislação mais restritiva no registro de agrotóxicos. Antes de estarem disponíveis para o uso, os agrotóxicos devem ser aprovados pelos órgãos ligados à agricultura, à saúde e ao meio ambiente. À área de pesquisa da Souza Cruz cabe identificar produtos mais seguros e eficientes no mercado, contribuindo para que a cultura do tabaco seja uma das que menos utiliza agrotóxico no país.
A gerente de Proteção de Plantas da Souza Cruz, Fernanda Viana, alerta que os produtores devemusar somente produtos registrados pelos órgãos governamentais competentes e específicos para o alvo e para a cultura do tabaco, prescritos em receituário agronômico por um profissional da área, respeitando as doses, a época e a forma de aplicação, conforme descrito na bula de cada produto. “Os produtores devem estar sempre atentos às boas práticas agrícolas, uma vez que o defensivo agrícola é apenas uma das maneiras de se fazer o controle de pragas e doenças”, acrescenta. Conforme explica, a Souza Cruz incentiva o Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP), que é um conjunto de ferramentas utilizadas para mitigar o ataque de pragas e doenças nas lavouras, tais como:
 
  • Variedades de tabaco: escolha daquela que melhor se adapta à região e possua algum tipo de resistência;
  • Controle cultural: ações que minimizam o aparecimento de pragas e doenças, como, época de plantio recomendada para a região, uso de adubação verde, rotação com culturas que não sejam atrativas para a praga e doença que ocorrem no tabaco, eliminação de soqueiras e de plantas daninhas e monitoramento da praga;
  • Controle biológico: preservar a mata nativa para o desenvolvimento de inimigos naturais e uso de produtos formulados com agentes biológicos;
  • Controle químico: uso de produtos seletivos para o alvo e recomendados para o tabaco.
Dentro do MIP, os defensivos agrícolas devem ser a última das opçõesa ser utilizada pelo produtor.
 
AÇÕES DA SOUZA CRUZ PELA SEGURANÇA DE SEUS PRODUTORES INTEGRADOS:
 
  • Seleção de defensivos com menor grau de risco para produtores, meioambiente e aprovados pelos órgãos regulatórios para o alvo específico e cultura do tabaco;
  • Adoção de um programa permanente de treinamento  “Uso correto e Seguro na aplicação de Agrotóxicos” em parceria com o SENAR (NR31);
  • Orientação técnica  realizadas  em cada fase da cultura;
  • Apresentação de vídeos, distribuição de folders e de cartazes sobre os cuidados e o uso correto de agrotóxicos;
  • Parceira com fabricantes de equipamentos de proteção individual (EPIs) buscando equipamentos mais seguros e confortáveis;
  • Exigência de depósitos de agrotóxicos nas propriedades de acordo com a NR 31;
  • Programa de logística reversa e destinação correta das embalagens vazias de agrotóxicos.
  • Além das ações acima, é indispensável que o produtor tenha em mãos o Receituário Agronômico de cada produto, contendo as orientações e recomendações de uso.