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Matas Ciliares: As protetoras dos cursos de água

As florestas, de forma geral, são importantes para a proteção à vida. Cada uma delas, independentemente de sua localização, tem papel relevante na manutenção da vida no planeta Terra. A maior importância das matas em geral está na preservação da água. “Se existe água em nossos rios, arroios, nascentes e lençol freático, é fundamentalmente pela existência das florestas”, destaca Jorge Antonio de Farias, Professor, Engenheiro Florestal e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM-RS). Segundo ele, as florestas são responsáveis pela retenção da água da chuva, evitando seu escorrimento superficial, ou seja, as enxurradas. “E com a retenção de água, que funciona como uma esponja, a água é absorvida para alimentar o lençol freático, as nascentes, os arroios e os rios. Esse é o principal papel das florestas”, assegura ele. Neste contexto, as matas ciliares merecem uma atenção especial. De forma equivocada, muitas vezes se atribui a elas a proteção das águas. Mas, na verdade, o papel fundamental da mata ciliar é a proteção dos cursos de água. A mata ciliar, além do aspecto da proteção da entrada de sedimentos, também tem um papel fundamental na delimitação e na estruturação dos cursos d’água, além de não permitir o desmoronamento e a mudança de rumo.

O ambiente que compõe a mata ciliar, também conhecida como zona ripária, envolve vários aspectos ou condicionantes chamados de geoambientes, como geologia, geomorfologia e pedologia (solos), além da cobertura vegetal, clima e uso e ocupação do solo. Por isso, a cobertura vegetal (mais ou menos densa, e mais ou menos larga - faixa dos cursos d'água) deve levar em conta o tipo de solo e a declividade ou inclinação do terreno e, ainda, o índice pluviométrico ou regime de chuvas da região, considerando a média dominante na bacioa hidrográfica.

Mas, qual o papel dos produtores rurais na preservação das matas ciliares?

De acordo com Farias, eles são fundamentais para a proteção dos cursos d’água e para a manutenção das matas ciliares. “Podemos afirmar que a maioria dos produtores têm consciência e se preocupa com a preservação, seja pelos avanços da legislação, dos órgãos ambientais e da sociedade como um todo”, enaltece. O produtor é peça chave na preservação das florestas, manutenção da água nos cursos, arroios e rios, impactando não só na sua  propriedade, mas na vida de todos.

PESQUISA – Referência no Rio Grande do Sul quando o assunto é biodiversidade, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do seu departamento de Ciências Florestais e especialmente do seu Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, mantém vários pesquisadores dedicados a estudar e a trabalhar alternativas, desenvolver tecnologias relacionadas à manutenção das bacias hidrográficas e, especialmente, o papel das florestas dentro dessas bacias hidrográficas de manutenção da água.