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Janeiro bateu a temperatura mais alta de todo o ano de 2018

09.01.2019
Santa Cruz do Sul começou 2019 batendo a temperatura mais alta de 2018. Se no ano anterior o ápice foi de 38,2 graus, em 10 de dezembro, o dia 2 de janeiro já contou com 38,9 graus.
A sensação térmica tem duas categorias: a primeira leva em consideração a temperatura, a umidade relativa do ar e o vento, já a segunda leva em conta também a radiação solar. De acordo com os dados metereológicos, no dia 2 de janeiro a sensação térmica na segunda categoria chegou a 55 graus por volta das 15 horas.
 
Santa Cruz do Sul tem a vantagem do vento, quando a sensação da temperatura diminui, mas sofre principalmente por conta da umidade alta, que faz os moradores passarem muito calor no verão e muito frio no inverno. "É a sensação que a gente teria dentro de uma sauna úmida. Nossa média é de sensação térmica de quase 30 graus, sendo que a temperatura está em 24,5 graus. Essa diferença tão grande é por conta da região ter bastante umidade", diz Hoppe.
 
Para o professor de agrometeorologia da Unisc, o diferencial deste ano não é o calor durante o dia, mas sim as temperaturas altas durante a madrugada. "Nunca tivemos noites tão quentes, isso é um resultado do aquecimento do Efeito Estufa. As madrugadas nunca foram tão quentes quanto nos últimos 15 anos." Na quinta-feira passada, 3, Santa Cruz teve, inclusive, a madrugada mais quente do Rio Grande do Sul, com 33,3 graus à meia-noite.
 
Mais quente da história
 
Apesar do calor assustar os santa-cruzenses, não estamos vivendo as maiores temperaturas da história da cidade. As medições foram iniciadas por aqui em 1914. O maior calorão já registrado foi em 17 de fevereiro de 1929, quando Santa Cruz enfrentou surpreendentes 42,3 graus. Desde o início desta marcação, janeiro e fevereiro são os meses mais quentes, na média. Há cerca de 15 anos a observação meteorológica ocorre na Unisc e não houve a quebra deste recorde desde então.
 
Fonte: GAZ