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Defensivo agrícola: um bem necessário

07.10.2019

Quando se vai ao mercado e entra na sessão de hortifruti, o que mais chama a atenção é a beleza das frutas, legumes e vegetais, porém, o povo acaba esquecendo que para ter uma boa qualidade se faz necessária a utilização de agrotóxicos ou, como nós agricultores costumamos chamar: defensivos agrícolas, nossa ferramenta de controle de pragas e doenças nas plantações.

Estou tocando nesse assunto porque algumas semanas atrás teve uma grande repercussão aqui no Brasil, após ir ao ar em uma emissora de TV uma sátira que fazia uma visão completamente errada sobre a vida no campo. No vídeo, nós, agricultores, éramos apresentados como pessoas completamente irresponsáveis aplicando os defensivos agrícolas de qualquer forma e sem nenhum cuidado.

Foi um vídeo completamente irresponsável e não tenho outras palavras para descrever melhor do que chamar de terrorismo contra nós agricultores. Quem vive do campo conhece bem a realidade e sabe que nada é feito de qualquer jeito: temos agrônomos que nos recomendam os produtos corretos para combater pragas e doenças. Ninguém utiliza um defensivo sem necessidade, porque além de perder tempo perdemos dinheiro trabalhando dessa forma, e convenhamos, ninguém é louco para sair gastando dinheiro sem necessidade.

Tal “sátira” foi uma tremenda falta de respeito para com nós agricultores e se foram liberados alguns agrotóxicos nos últimos meses não quer dizer que vamos sair comprando tudo só porque foi liberado. Agricultores trabalham de acordo com o receituário agronômico, não o contrário. Então, se hoje você tem o que pôr na sua mesa, deveria agradecer não só ao agricultor, mas também aos que desenvolveram os defensivos agrícolas e nos permitem produzir não só em qualidade, mas também em quantidade.

Neste contexto, a cultura do tabaco por muitas vezes é criticada, mas para quem trabalha com essa cultura sabe que a produção de tabaco é a que menos utiliza os defensivos no seu ciclo. Alguns estudos demonstram que enquanto o tabaco precisa de pouco mais de um quilo de ingrediente ativo por hectare, outras culturas utilizam até 36 vezes mais que isso.

Fonte: SindiTabaco