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Cuidados no descarte correto da água dos canteiros

A família Soethe é destaque na produção de mudas de tabaco Burley na localidade de Linha Santa Catarina, em Descanso (SC). Além dos 120 mil pés que produzem para a própria lavoura, outros 300 mil são preparados para comercialização com produtores integrados à BAT Brasil. “Já vendemos até para a unidade da empresa em Uberlândia”, destaca Lucas Soethe.

Além do manejo, que vai desde a semeação, passando pelas podas até o transplante, o descarte correto da água dos canteiros é muito importante. Cerca de três dias antes do transplante das mudas para a lavoura, é necessário desligar o registro para que o kit boia não fique repondo a água conforme vai baixando o nível.
Faltando dois dias, deve-se aplicar os produtos recomendados pelo orientador agrícola na água dos canteiros. A raiz absorve o necessário e o restante do líquido evapora. 

Há seis anos os Sorthe são produtores integrados à BAT Brasil e vêm investindo na produção do tabaco. Além do Canteiro Padrão, do Arado Aleirador e dos três Galpões Padrão, investem no manejo da terra com análise e correção do solo, adubação verde e Camalhão Alto de Base Larga. “Sempre seguimos as recomendações do nosso orientador agrícola e quando ele nos apresenta as tecnologias desenvolvidas pela BAT, nós procuramos adquirir porque entendemos que facilitará o nosso trabalho no dia-a-dia”, argumenta Lucas.

Nedis Márcio Soethe, 44 anos, e Lúcia, 43 anos, tem um único filho, Lucas, de 21 anos, que segue firme o legado dos pais na lavoura. A namorada Tainá Eduarda Dietrich, 19, auxilia nos afazeres da casa enquanto o restante da família trabalha na agricultura. Mas o casal Soethe tem uma história de determinação e superação. Ainda jovens, Nedis e Lúcia foram trabalhar em churrascarias em São Paulo e lá conseguiram reunir recursos para a compra de terras na localidade onde vivem.
 
Mas foi em 2013 que a vida sofreu uma reviravolta. Ajudando um amigo na desmontagem de uma casa, Nedis sofreu um acidente e ficou cadeirante.
O que deixa o produtor mais feliz e satisfeito é quando pode ir para a lavoura fazer o que mais gosta. Nedis é o primeiro agricultor cadeirante do Brasil a ter um trator adaptado. “O trator é eletro hidráulico, sem embreagem e com adaptação do freio de pedal para a mão. O banco também foi modificado para facilitar a entrada na cabine”, revela. 
 
De acordo com Nedis, ele consegue trabalhar com o equipamento de forma normal como qualquer outro agricultor. “Posso fazer de tudo, aplicar adubação orgânica, gradear o solo e fazer os camalhões. Esse ano, inclusive, plantei milho e soja”, comenta. Para a família, ver Nedis trabalhando novamente é motivo de orgulho. “A força de vontade dele nos motiva”, afirma Lúcia.